
A Audiência Pública na ALMG
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou, em 2 de julho de 2026 às 10h, audiência pública sobre os impactos dos data centers de IA em Uberlândia — convocada pela vereadora Amanda Gondim (PSB) com a deputada Bella Gonçalves. Wire oficial: Licenciamento defendido em audiência e Meio Ambiente questiona o projeto. RT-One e Prefeitura não enviaram representante (secundário: Brasil de Fato).
Fonte: ALMG — 02/07/2026 · Data: 02/07/2026
A convocação ampliou o espaço de discussão, cobrou transparência e tentou garantir que decisões que afetam milhares de pessoas não sejam tomadas sem participação popular.
Quem foi convidado vs. quem compareceu
| Parte | Convocação / expectativa pública | Presente na audiência 02/07? | Fonte |
|---|---|---|---|
| Amanda Gondim / Bella Gonçalves | Convocaram o debate | Sim (organização) | ALMG / Instagram Gondim |
| RT-One | Empresa do projeto | Não | ALMG / BdF |
| Prefeitura de Uberlândia | Executivo municipal | Não | mesmos |
| IGAM (Marcelo da Fonseca) | Outorga / áreas de conflito | Sim (testemunho) | ALMG |
| Sociedade civil / universidade | Participação popular | Sim | ALMG / BdF |
O Que Foi Discutido
A audiência tratou dos impactos da instalação de data centers de inteligência artificial em Uberlândia. Isso inclui questões que o blog vem acompanhando há meses:
- Consumo de água — a RT-One solicitou 239 mil litros por dia ao DMAE
- Consumo de energia — projeto de 100 MW, com expansão para 400 MW
- Licenciamento ambiental — projeto ainda sem EIA/RIMA concluído
- Impactos nos bairros próximos — Pequis, Monte Hebrom e região
Esses empreendimentos são vendidos como sinônimo de inovação e desenvolvimento. Mas a população ainda espera respostas concretas sobre água, energia, empregos locais reais, contrapartidas e fiscalização.
Por Que Isso Importa
A audiência pública da Câmara Municipal em 26 de março de 2026 mostrou o problema: nem a RT-One nem representantes da Prefeitura compareceram para responder à sociedade. A sociedade civil, a universidade e movimentos sociais ficaram no plenário, sem interlocutores.
O debate chegou ao principal espaço de decisões do estado. A ALMG pode pressionar por transparência, convocar autoridades e dar visibilidade estadual a um projeto que afeta não só Uberlândia, mas toda Minas Gerais.
A presença da deputada Bella Gonçalves e da vereadora Amanda Gondim sinaliza uma frente de pressão institucional que extrapola o município. Isso é importante porque muitas das licenças, autorizações e políticas públicas envolvidas têm instância estadual ou federal.
Data, Local e Gravação
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Data | 02 de julho de 2026 (quinta-feira) |
| Horário | 10h |
| Local | Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) |
| Gravação | Disponível nos canais oficiais da ALMG |
Quem esteve presencialmente acompanhou o debate na Assembleia. Quem não pôde ir ainda pode assistir à gravação nos canais oficiais da ALMG.
O Que Está em Jogo
A instalação de data centers em Uberlândia não é uma decisão técnica isolada. Ela envolve:
- Recursos naturais — água do Aquífero Guarani e energia da rede estadual
- Território — área rural na MGC-497, próxima a bairros residenciais
- Dinheiro público — isenções fiscais, reforços de rede e contrapartidas
- Transparência — contratos e estudos que ainda não foram publicados
- Participação popular — a população deve ser ouvida antes, não depois
Uma audiência pública não resolve sozinha essas questões. Mas é uma ferramenta para obrigar autoridades e empresas a responderem perguntas que até agora foram evitadas.
A Participação Faz Diferença
As audiências anteriores mostraram que a mobilização funciona. Elas registram posições, produzem atas e criam pressão pública. Mesmo quem não fala, ao comparecer, demonstra que a cidade está atenta.
A mensagem da vereadora Amanda Gondim é clara: decisões que afetam a vida de milhares de pessoas não podem ser tomadas sem participação popular. A audiência de 02 de julho foi mais um passo nessa direção.
Assista à Audiência
A audiência pública foi transmitida ao vivo pela ALMG. Se você não conseguiu acompanhar em 2 de julho, a gravação está disponível no canal oficial:
Assista a gravação / leia o wire no site da ALMG — primário: almg.gov.br (não só syndicates).
Conclusão
Uberlândia precisa decidir seu futuro com dados abertos, debate público e contrapartidas claras. O data center da RT-One e outros projetos em negociação precisam passar por escrutínio institucional e popular.
A audiência pública da ALMG em 2 de julho foi um marco nesse escrutínio. A gravação e o wire permanecem em almg.gov.br. A cidade precisa continuar atenta.
FAQ
Quando foi a audiência pública da ALMG sobre data centers em Uberlândia?
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou audiência pública em 2 de julho de 2026, às 10h, sobre os impactos da instalação de data centers de inteligência artificial em Uberlândia. A convocação partiu da vereadora Amanda Gondim (PSB), com a deputada Bella Gonçalves na Assembleia, conforme anúncio no Instagram da vereadora.
O que a audiência da ALMG discutiu sobre o data center?
O tema central foram os impactos dos data centers de IA em Uberlândia: consumo de água (pedido de 239 mil litros/dia ao DMAE pela RT-One), energia (100 MW com expansão a 400 MW), licenciamento ambiental sem EIA/RIMA concluído e efeitos nos bairros próximos à MGC-497, como Pequis e Monte Hebrom.
Por que a audiência na ALMG importa depois da Câmara em março?
Na audiência da Câmara Municipal em 26/03/2026, nem a RT-One nem representantes da Prefeitura compareceram. Levar o debate à ALMG amplia a pressão estadual: licenças, outorgas e políticas públicas do setor passam por instâncias de Minas Gerais, não só pelo Executivo municipal.
Como acompanhar a gravação da audiência da ALMG?
A audiência foi transmitida ao vivo pelos canais oficiais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A gravação permanece disponível no site da ALMG. Quem não esteve em Belo Horizonte em 2 de julho ainda pode acompanhar o registro completo do debate.
Fonte: Instagram — Amanda Gondim; ALMG — Licenciamento defendido em audiência (02/07/2026); ALMG — Meio Ambiente questiona projeto; secundário: Brasil de Fato
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