
Convite à audiência pública ALMG sobre data center
Na audiência pública da ALMG de 02/07/2026, às 10h, Fernando Palamone (RT-One) e o prefeito Paulo Sérgio precisam explicar água (239 mil L/dia), energia (100→400 MW / Cemig), empregos permanentes, contratos e as ausências — sobretudo a cadeira vazia da prefeitura na Câmara em março/2026. Convocação: vereadora Amanda Gondim e deputada Bella Gonçalves. Transparência na pauta; os dois convidados-chave têm evitado explicar.
O que Fernando Palamone precisa explicar
Fernando Palamone é o rosto do projeto. É ele quem anuncia investimentos, visita autoridades e vende o campus como futuro da cidade. O problema é que o passado dele já foi desmentido pela Intel, e o presente do projeto ainda guarda buracos grandes demais para serem ignorados.
A audiência da ALMG é o lugar certo para ele esclarecer — tabela de accountability, sem transcript da audiência:
| Quem | O que precisa explicar |
|---|---|
| Palamone / RT-One | Clientes; empregos locais permanentes; ausência na Câmara em março; 239 mil L/dia de água e refrigeração; 100→400 MW |
| Paulo Sérgio / Prefeitura | Ausência municipal em março; contratos não publicados; quem paga a subestação Cemig (R$ 160 mi); custo da isenção Redata; Portugal enquanto a cidade discute sozinha |
| Cemig (pauta cruzada) | Por que subestação dedicada, quem socializa o custo, o que muda na rede local |
| Redata / União (pauta cruzada) | Que “eficiência hídrica” no papel exige, e o que Uberlândia nunca viu publicado |
Palamone tem o microfone aberto na ALMG. Resta saber se ele terá coragem de usá-lo.
O que Paulo Sérgio precisa explicar
O prefeito Paulo Sérgio, por sua vez, é o anfitrião oficial do projeto. Foi ele quem anunciou o empreendimento com pompa em Belo Horizonte, ao lado da FIEMG e da Cemig. Desde então, a transparência anda escassa.
As perguntas da tabela acima — contratos, Cemig, Redata, Portugal, cadeira vazia em março — são dele. Paulo Sérgio gosta de postar obras, selos de transparência e viagens internacionais. A audiência da ALMG é a chance de mostrar que também sabe responder perguntas difíceis. O padrão pós-evento (ausências, GT Semad, silêncio no Paço) está nos irmãos da audiência — esta página guarda o convite e a cobrança prévia.
Comparecer ou confirmar a ausência
A sociedade civil, a universidade e os movimentos sociais já fizeram a lição de casa. Apresentaram dados, questionamentos e até um marco normativo municipal.
O que falta é a outra parte da mesa. Fernando Palamone e Paulo Sérgio têm duas opções em 2 de julho:
- Comparecer e explicar, com documentos e números, o que o projeto realmente significa para Uberlândia.
- Faltar novamente e confirmar, com a própria ausência, que a população não merece respostas.
A audiência pública na ALMG não é um interrogatório. É uma oportunidade de transformar dúvidas em clareza. Mas se preferirem não ir, a cadeira vazia também fala — e em 2026 diz mais do que qualquer discurso de assessoria. A CNN, que em 2025 repetiu o anúncio sem perguntas, também não cobriu a audiência.
Perguntas frequentes
Quando e onde é a audiência pública ALMG sobre o data center?
2 de julho de 2026, às 10h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Comissão de Meio Ambiente). Pauta: impactos dos data centers de IA em Uberlândia.
O que Palamone e Paulo Sérgio precisam explicar?
Clientes e empregos locais; 239 mil L/dia de água; 100→400 MW e quem paga a Cemig; custo da isenção Redata; contratos não publicados; e a ausência municipal de março.
Este texto cobre o que aconteceu depois da audiência?
Não — aqui fica o convite e a cobrança prévia. Pós-evento (ausências, GT Semad, silêncio no Paço): ALMG comissão julho 2026 e convidados que não confirmaram.
Fontes: Instagram — Amanda Gondim; ALMG — Meio Ambiente questiona projeto de data center em Uberlândia; ALMG — Licenciamento para centro de dados em IA é defendido em audiência
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