
Deputada convoca a ALMG. O prefeito cala há cinco meses.
A audiência pública da ALMG existe; o silêncio do prefeito sobre o data center completa cinco meses. Bella Gonçalves (PT) convocou o debate; Paulo Sérgio (PP) cala. Em 1º de julho de 2026, a página Eu Sou de Uberlândia avisou: audiência nesta quinta (2), às 10h, sobre o RT-One (R$ 6 bilhões) — impactos socioambientais e falta de legislação de licenciamento. Pesquisadores e moradores foram citados. O nome do prefeito, não. Ele não solicitou o debate, não convocou audiência municipal, não aparece na convocação.
Este texto é o padrão de silêncio — não a lista de convidados ausentes nem o GT da Comissão.
Linha do tempo: cinco meses sem o Paço no debate
| Quando | O que aconteceu | O que o prefeito fez |
|---|---|---|
| Fev/2026 | Anúncio do data center com FIEMG e Cemig em BH | Não postou o projeto no Facebook |
| Mar/2026 | Audiência na Câmara Municipal | Prefeitura não enviou ninguém |
| Mar–jun/2026 | Selo Diamante 97,1%, creche no Pequis, empreendedorismo, Portugal | Zero audiência municipal convocada por ele |
| 1–2/jul/2026 | Bella convoca ALMG; cidade é avisada por página local | Nome ausente da convocação; Prefeitura sem representante no dia (BdF) |
| Após 02/07 | GT Semad sugerido; imprensa cobre água e regulação | Continua sem post próprio explicando o projeto |
Cinco meses não são um dia ruim de agenda. São o método: a oposição convoca; o Paço cala.
Se o silêncio fosse transparência, o índice ultrapassaria 97,1%.
Bella pede estudos. O prefeito minimiza.
Na ALMG, Bella Gonçalves afirmou que a IA importa, mas que é urgente debater consequências socioambientais — e que falta “legislação bem consistente que nos proteja”. O prefeito poderia ter dito o mesmo em fevereiro. Não disse.
Em vez disso, tratou consumo como “300 casas” enquanto o projeto tramita sem EIA/RIMA nem LP/LI/LO, vive em limbo normativo, tem 239 mil L/dia no DMAE e CEO com histórico controverso. As perguntas que a regulação local não responde seguem em aberto — e o Paço muda de assunto.
| Quem | O que fez sobre o data center |
|---|---|
| Bella Gonçalves (PT) | Solicitou audiência na ALMG; cobrou regra e estudo |
| Eu Sou de Uberlândia | Avisou a cidade |
| Paulo Sérgio (PP) | Não convocou, não mandou representante em março nem em julho, não citou o projeto no Facebook por meses |
A diferença não é só de partido. É de quem leu o processo — e de quem preferiu o silêncio.
Depois do convite: “briga de gigantes” no lugar de dados
Semanas após a convocação, na Jovem Pan, o prefeito invocou “briga de gigantes” e “três empresas secretas” — sem nomes, datas ou comprovação. Não respondeu por que faltou em março, por que nunca convocou audiência própria, nem por que a RT-One rescindiu o contrato do terreno. O padrão se completa: quando fala, troca dados por narrativa; quando a Assembleia abre o microfone, some.
Se o data center é o maior projeto da gestão, por que foi a oposição que chamou a cidade — e por que a resposta foi narrativa, não dados?
Perguntas frequentes
Por que o prefeito Paulo Sérgio silencia sobre a audiência da ALMG?
Desde o anúncio (fev/2026) até a convocação (jul/2026), não postou o projeto no Facebook, não convocou audiência municipal própria e a Prefeitura não enviou representante à Câmara (março) nem à ALMG (02/07). Cinco meses de método, não um dia ruim de agenda.
Quem convocou a audiência pública na ALMG?
A deputada estadual Bella Gonçalves (PT). A cidade foi avisada por página local (Eu Sou de Uberlândia); o Paço não liderou o debate.
O silêncio mudou depois do 02/07?
Na cobertura imediatamente posterior, o prefeito segue sem post próprio explicando água, licença ou contratos. Quando fala (Jovem Pan), troca dados por “briga de gigantes” — sem nomes, datas ou comprovação.
Fontes: Facebook — Eu Sou de Uberlândia (convocação); Facebook — Paulo Sérgio; ALMG — Licenciamento defendido em audiência (02/07); Brasil de Fato — Prefeitura sem representante
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