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Dandara STF data center: terreno Master Uberlândia

Dandara pede no STF investigação do terreno do data center em Uberlândia ligado ao Master. Fundo Bacuri, aluguel R$ 1 mil e prefeitura muda.

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Dandara no STF: o que pediu sobre o terreno do data center

Dandara pediu ao STF investigação rigorosa do terreno do data center em Uberlândia ligado ao Master / BolsoMaster — ofício ao ministro André Mendonça, no anúncio público. Em essência (sem inventar texto de petição): (1) elo terreno × Master / valorização artificial; (2) apuração no STF; (3) proteção da imagem da cidade; (4) vazio regulatório de água, energia, ruído e calor. Dois dias antes, o Intercept documentava Fundo Bacuri, gestoras no radar do Master e aluguel de R$ 1 mil/mês. A prefeitura — sem resposta inicial ao Intercept — depois empurrou societário para a "esfera privada". Briga de feed Lula vs Bolsonaro: irmão Facebook.


Terreno Bacuri × Master: o mapa que o STF precisa ver

Dandara fala em terreno supervalorizado e em estratégia parecida com a que Daniel Vorcaro usava para valorizar carteiras e vender papéis. A precaução editorial deste blog é outra: não fundir Vorcaro, Bacuri e RT-One numa só frase de meme.

O que está documentado — e detalhado em Terreno Bacuri × RT-One × Master, em Daniel Vorcaro e o data center e no checklist o que importa no terreno Master — é o mapa institucional:

PeçaFato documentado
Dono do terrenoFII Bacuri (cartório de Uberlândia)
GestãoReag Trust até ago/2025; WNT Capital desde então
Compra (2019)R$ 14 milhões
Escritura fiscalR$ 1,78 milhão
Balanço 2025R$ 76 milhões — auditores sem laudos “apropriados e suficientes”
Arrendamento à RT-One (fase 1)R$ 1 mil/mês, 15 anos (dez/2025) — contratos encerrados de comum acordo em jul/2026
Bacuri citado no MasterNão, até 13/07/2026

O elo é terreno → fundo → gestoras sob investigação. Não é escritura em nome de Vorcaro. Ainda assim, a pergunta que Dandara leva ao STF é legítima: por que o maior anúncio da cidade assenta sobre números que não se conversam e sobre administradoras no radar do BC e da PF?


Aluguel de R$ 1 mil e balanço de R$ 76 mi

No pedido, a deputada afirma que a mesma lógica de valorização artificial de carteiras agora serve para supervalorizar o terreno e fabricar saúde financeira de empresas ligadas ao Master.

O Intercept não condena o terreno como peça do esquema. Documenta a mesma personagem de precificação (Horbia Partners), a omissão de laudos perante a auditoria e a irracionalidade do aluguel: quase 1 km² por R$ 1 mil mensais — cerca de 0,7% ao ano sobre o valor da escritura, e uma fração irrisória se o balanço de R$ 76 milhões for o parâmetro.

Especialistas citados na reportagem falam em retorno que “passa longe” do mínimo esperado de um fundo imobiliário e em hipótese de simulação de negócio. Isso não é sentença. É o tipo de contraste que, em Brasília, vira pedido de investigação — e, em Uberlândia, ainda não vira nota da prefeitura.


O mandato federal e o vazio local (água, energia, licença)

Dandara fecha o diagnóstico com o vazio normativo: tudo avança sem regulamentação nacional que proteja água, energia e impactos de ruído e calor sobre a população. Aqui o mandato federal encontra o que o blog já mapeia mesmo sem o Master:

O “papel do mandato” que a deputada invoca — fiscalizar e defender o povo — contrasta com o papel que o Executivo municipal escolheu: anunciar o projeto em BH e sumir da audiência pública e das perguntas da imprensa.


Prefeitura muda: STF acende, Uberlândia apaga

Enquanto Dandara fala em STF, o prefeito Paulo Sérgio (PP) coleciona omissões documentadas:

Depois do Intercept, a Secom finalmente falou — para empurrar: composição societária e evolução do empreendimento estariam na esfera privada; dúvidas, com a RT-One. Análise: Prefeitura empurra contratos Bacuri à empresa. Anunciou o milagre; quando o cartório entrou na pauta, lavou as mãos.

AtoDandaraPrefeitura de Uberlândia
Pedido de apuração do terreno × MasterSTFSilêncio / “esfera privada”
Resposta ao InterceptNão é a interlocutoraInicialmente sem resposta; depois Secom
Debate público localPressão federalAusência na audiência
Transparência de contratosCobra fiscalizaçãoPortas fechadas

Fiscalizar o povo é discurso fácil. Fiscalizar o chão onde o data center quer nascer exige cartório, balanço e, agora, petição no STF.


Investigação no STF não substitui resposta municipal

Dandara tem razão em uma coisa que o blog repete desde o anúncio: a verdade sobre o projeto não cabe no PowerPoint da FIEMG nem no silêncio do gabinete. Tem fundo, tem gestora, tem aluguel de café e tem R$ 6 bilhões de narrativa.

Atualização de chão (jul/2026): a RT-One encerrou de comum acordo as relações contratuais com o FII Bacuri — “fatos supervenientes” das administradoras, sem reconhecimento de irregularidade; nova área em seleção em Uberlândia ou outras localidades. Isso não cancela a pergunta do STF sobre o que foi o terreno; muda o endereço da fase 1. Não é “projeto cancelado”.

Tem também o que ainda não está provado: que o Bacuri seja peça citada do Master, que Vorcaro seja dono do data center, que o aluguel sozinho prove o esquema. Investigação existe para isso. Marketing de “investimento histórico”, não. A briga de feed Lula vs Bolsonaro fica no irmão Facebook — aqui o assunto é petição e silêncio municipal.

Se a imagem da cidade não pode ficar manchada, o primeiro passo é parar de limpar a sujeira com o pano da omissão.


Perguntas frequentes

O que Dandara pediu ao STF sobre o data center?

Investigação do terreno supervalorizado e do elo com o caso Master; ofício ao ministro André Mendonça (no anúncio da deputada); e atenção ao vazio regulatório de água, energia, ruído e calor — sem inventar peças processuais além do divulgado.

O FII Bacuri foi citado nas investigações do Master?

Até 13/07/2026, não nome a nome. O elo documentado é indireto: gestoras Reag Trust / WNT Capital no radar do Master / PF. Não se afirma que Vorcaro é dono do data center.

A RT-One ainda usa o terreno do Bacuri?

Em jul/2026 encerrou, de comum acordo, os contratos com o FII Bacuri e seleciona nova área (Uberlândia ou outras localidades). Não é “projeto cancelado” — é local indefinido. Análise: rescisão Bacuri.


Fontes: Facebook — Dandara (vídeo); Intercept — terreno ligado ao Master supervaloriza; Paranaíba Mais — RT-One desiste do terreno Bacuri

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Publicado por:

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Equipe Data Center Uberlândia

Monitoramento Ambiental e Socioeconômico

Blog independente que documenta os impactos ambientais e socioeconômicos de data centers em Uberlândia (MG).